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Se vos examinardes com valentia, na presença de Deus, encontrar-vos-eis, como eu, diariamente carregados de muitos erros. Quando se luta por tirá-los, com a ajuda divina, esses erros deixam de ter uma importância decisiva e se vencem, ainda que pareça que nunca se consegue desarraigá-los por completo.

Além disso, por cima dessas fraquezas, contribuirás para remediar as grandes deficiências dos outros, sempre que te empenhes em corresponder à graça de Deus. Se te reconheces tão fraco como eles - capaz de todos os erros e de todos os horrores* -, serás mais compreensivo, mais delicado e, ao mesmo tempo, mais exigente, para que todos nós nos decidamos a amar a Deus com o coração inteiro.

Nós, os cristãos, os filhos de Deus, temos que assistir os outros, levando à prática com honradez o que aqueles hipócritas sussurravam avessamente ao Mestre: Não atendes à qualidade das pessoas. Quer dizer, repeliremos por completo a discriminação de pessoas - interessam-nos todas as almas! -, ainda que logicamente tenhamos de começar por ocupar-nos daquelas que, por uma circunstância ou outra - também por motivos aparentemente humanos -, Deus colocou ao nosso lado.

(*) No original: de todos los errores y de todos los horrores, expressão que foneticamente não tem tradução análoga em português (N. do T.).

Referências da Sagrada Escritura
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